Segundo a definição oficial, o Ecoturismo é "um segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável o patrimônio natural e cultural, incentivando a conservação e buscando a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas".
FONTE : MINISTERIO DO TURISMO - MTur

 

Princípios do Ecoturismo

O ECOTURISMO É:
  • Conservação e uso sustentável dos recursos naturais e culturais;
  • Uma atividade econômica;
  • Tem que trazer benefícios pra a comunidade anfitriã;
  • A comunidade aprende a valorizar os atrativos que tem. O atrativo maior é a NATUREZA!;
  • Empregar a comunidade local no empreendimento ecoturístico,. Caso contrário o empreendimento estará fadado ao insucesso;
  • Com emprego e geração de renda no local = aceitação do empreendimento;
  • Respeitar os costumes locais;
  • Não descaracterizar a cultura local;
  • Incentivar o artesanato (capacitação do artesão);
  • Integração ecoturista e população nativa;
  • Promover programas de educação para a comunidade;
  • Deve ter envolvimento da comunidade local;
  • Consultar a comunidade, se realmente ela quer esse desenvolvimento e de que forma ela gostaria que isso fosse realizado;
  • A comunidade tem que ser ouvida e deve ter poder de decisão.
  • Informação e interpretação ambiental;
  • É um negócio e deve gerar recursos;
  • Deve haver reversão dos benefícios para a comunidade local e para a conservação dos recursos naturais e culturais;

 

Critérios do Ecoturismo
  • GESTÃO VERDE = Manejo e administração verde do empreendimento;
  • Associações e parcerias entre os setores governamentais e não governamentais locais, regionais e nacionais;
  • Educação Ambiental para o turista e para a comunidade local;
  • Informar ao ecoturista sobre práticas e comportamentos nocivos aos atrativos culturais e naturais;
  • Guias conscientes, interessados e responsáveis;
  • Capacitação dos recursos humanos;
  • Planejamento integrado, com preferência à regionalização;
  • Promoção de experiências únicas e inesquecíveis em um destino exótico;
  • Monitoramento e avaliação constante;
  • Turismo de baixo impacto;
  • Código de ética para o mercado do ecoturismo

Fonte: Projeto OCE - Oficinas de Capacitação em Ecoturismo, 1994

O ecoturismo é uma atividade que, em primeiro lugar, promove o reencontro do homem com a natureza de forma a compreender os ecossistemas que mantêm a vida. As atividades são desenvolvidas através da observação.

 

No turista:

O Processo auxilia no desenvolvimento da consciência da própria existência em equilíbrio na natureza visando, ainda, a manutenção da qualidade de vida das gerações atuais e futuras.

Esse aprendizado permite que o turista tenha a possibilidade de transformar e renovar seu comportamento cotidiano. A realidade urbana com a qual o turista convive rotineiramente, passa a ser questionada gerando reflexões sobre poluição destes grandes centros, manutenção de áreas verdes, destinação e reciclagem de lixo e qualidade de vida. Objetiva-se, assim, a incorporação e tradução destas reflexões na forma de comportamento e posturas no seu ambiente de origem.

Atividades de ecoturismo procuram promover programas sérios e infra-estrutura segura e profissional, oferecendo e praticando a educação ambiental de forma multidisciplinar com guias especializados. O desenvolvimento de roteiros e programas diferenciados para vários tipos de ambientes, associados à transmissão de informações e conceitos, leva com relativa facilidade ao aprendizado. Mas o grande legado deixado no turista é a compreensão e a consciência da importância de se preservar o ambiente natural, a história e a cultura dos lugares de visitação.

O Ecoturismo está diretamente relacionado com o conceito de turismo sustentável, que relaciona as necessidades dos turistas e das regiões receptoras, protegendo e fortalecendo oportunidades para o futuro. Contempla a gestão dos recursos econômicos e sociais e necessidades estéticas, mantendo a integridade cultural, os processos ecológicos essenciais, a diversidade biológica e os sistemas de suporte à vida.

Selecionamos, abaixo, algumas opções de passeios no Maranhão e Piauí para que você possa escolher melhor o seu roteiro e fazer da sua viagem uma aventura ecológica inesquecível. Para maiores informações, contacte a Agência Ilha do Caju – Viagens e Turismo, com endereço nesta home-page, que poderá proporcioná-lo(a) a descoberta dos lugares mais bonitos e interessantes nos dois Estados.

 

1. Passeios no Piauí

Luís Correia

Situa-se a 14 km de Parnaíba. Possui belas praias como a de Atalaia, que é a mais procurada pelos veranistas. Urbanizada, conta com hotéis, pousadas, bares e restaurantes. Julho é o período de alta estação. O acesso à Praia é facilitado pelo asfalto.

 

Praia do Coqueiro

Fica situada numa vila de pescadores e suas praias são formadas por águas calmas e mornas. Na maré baixa, os recifes formam 'piscinas' naturais, que são excelente para o banho. As mulheres da vila tecem as tranças de taboa (planta típica da região) os mais belos tapetes artesanais. acesso - asfalto.

 

Barra Grande

 

Sete Cidades

O Parque está situado a 180 Km ao norte de Teresina, e paira a lenda de que a cidade teria sido construída por deuses astronautas. Isso porque existem algumas inscrições com traços indígenas, fenícios e até egípcios no conjunto de formações rochosas. Sete Cidades é formada por uma construção de rochas muito curiosa, distribuída em sete blocos, como se fosse uma cidade de verdade com suas ruas, praças e avenidas.

 

Serra Capivara

O Parque Nacional da Capivara, localizado ao Sudeste do estado do Piauí, foi considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. O objetivo é proteger os sítios rupestres e as extensas zonas de caatinga primária que formam um valioso centro de pesquisas específicas. O Parque abriga ainda a mais rica coleção pré-histórica das Américas formada por abundante fauna fóssil, entre mastodontes, preguiças, lhamas e espécies vegetais da floresta tropical úmida; mostrando que a região teve uma paisagem completamente diferente no passado. Para os mais aventureiros a prática de turismo ecológico e cultural é muito recomendada assim como o alpinismo e o voo livre. Quem gosta de programas mais leves pode fazer caminhadas de diferentes graus de dificuldade. O Parque da Capivara é o único da caatinga do Brasil e para visitá-lo é necessária a autorização do IBAMA. Na fauna encontramos roedores (o mais comum é o mocó), mamíferos, diversas espécies de tatus, saguis, macacos prego, guaribas, onças, gatos do mato, 208 espécies de aves, lagartos e camaleões. Já a flora é composta por espécies espinhosas de cipós, cactáceos e bromeliáceas. A estrutura do Parque é bem desenvolvida e nela pode-se encontrar aeroporto, rede hoteleira e diversas estradas de acesso.

 

2. Passeios no Maranhão

São Luís

Para conhecer São Luís é preciso muita calma. A influência francesa marcou a construção das casas e a portuguesa deu um toque todo especial com o uso de azulejos. A riqueza se concentra nos detalhes e São Luís ganhou o apelido de "Cidade dos Azulejos". Além da arquitetura, lá é possível encontrar um artesanato diversificado e uma culinária típica que inclui arroz de cuxá, torta de camarão e patinhas de caranguejo, muitos doces, sucos e licores de frutas regionais, como bacuri, cupuaçu e juçara. O principal meio de transporte das comunidades litorâneas e ribeirinhas são as embarcações artesanais do Maranhão, empregadas no transporte de passageiros e cargas, além de servir para pesca artesanal.

Além das praias, famosas por suas longas extensões de areia na baixa maré, você não pode deixar de visitar as áreas ecológicas. Como o Parque Estadual do Bacanga, que abriga vegetação típica da floresta amazônica, onde estão situadas as ruínas de um dos mais antigos pólos industriais do país, do século VII: o Sítio do Físico.

 

Alcântara
Alcântara
Cidade que encanta!

Cercada de rios, praias desertas, ilhas e manguezais, Alcântara faz parte da Área de Proteção Ambiental das Reentrâncias Maranhenses e preserva santuários ecológicos como a Ilha do Cajual, local de descoberta de fósseis pré-históricos e de repouso para aves migratórias, que atravessam o Atlântico fugindo do frio do hemisfério Norte. É nessa Ilha, considerada Estação Ecológica, que existe um dos maiores pontos de reprodução dos guarás, ave ameaçada de extinção em outras regiões do país. A cidade também é tombada pelo Patrimônio Nacional desde 1948 por possuir um dos mais expressivos e harmônicos conjuntos arquitetônicos de origem colonial portuguesa.

Alcântara esta no outro lado da Baia de São Marcos. No alto da colina, subindo a ladeira do Jacaré, a pequena vila, que foi a Tapuitapera dos Tupinambás, vai se delineando aos olhos dos seus visitantes. O cenário histórico, de extrema beleza, levara você para um passado rico, glorioso e repleto das origens da colonização portuguesa no Brasil.

Os poucos mais de 300 prédios, três praças, oito travessas e dez ruas, formam uma das mais belas e importantes cidades históricas brasileiras, retrato de uma época em que era a sede da aristocracia maranhense e via florescer as fazendas, os engenhos, o comercio de escravos e a exportação de algodão e açúcar para o estrangeiro. O rápido desenvolvimento econômico de São Luis fez sobrados, igrejas e palácios se transformarem em ruínas. Em 1948, foi tombado pelo Patrimônio Nacional, pela sua beleza e significado histórico, como Cidade Monumento.

Hoje, Alcântara vive um futuro de um moderno centro de lançamentos de satélites, através do qual o Brasil conquistou o seu lugar no espaço – na grande imensidão cósmica. Ainda assim, as suas mais tradicionais manifestações culturais são vividas com a mesma devoção e amor. A festa do divino é o tambor para São Benedito, são provas da importância da cultura no imaginário do povo de Alcântara.

 

Festas

Festa do Divino – Vida na Corte Imperial

Comemorada de 13 a 23 de maio, a Festa do Divino Espírito Santo é a união do profano e do religioso e se apresenta quase sem alterações desde os tempos coloniais, homenageando a descida do Espírito Santo nos apóstolos e na coroa portuguesa.

Em maio, os “imperadores” (ou imperatriz) e sua corte, representada em trajes típicos, visitam as casas dos festeiros. Os cortejos populares percorrem as ruas da cidade entoando cânticos ate chegar a casa em que esta o imperador ou imperatriz, que recebe as homenagens do povo. As “caixeiras” comandam as homenagens, nifando as caixas (espécie de tambor), seguindo os passos de uma dança original e entoando cânticos de louvor ao Divino, sempre auxiliado pelas “bandeirinhas” – meninas que participam do canto e da dança acompanhando o toque das caixeiras. Ao final são servidos bebidas e doces para toda a população que participa da festa.

Em Alcântara, A Festa do Divino Espírito Santo encontra o cenário perfeito para acontecer todos os anos. Você pode participar do festejo degustando o primoroso “doce de espécie”, encontrado somente nessas “paragens”.

 

Festa de São Benedito

A devoção a esse santo negro é bastante intensa e forte, resultante da grande presença africana na composição da historia e da cultura do Maranhão. Particularmente em São Luis e Alcântara, a procissão de São Benedito expressa toda a beleza e os mistérios do catolicismo.

Ocorre no segundo domingo de agosto, com grande acompanhamento de fieis e a presença marcante do tambor-de-crioula, também conhecido como a “dança do santo preto”.

 

Lençóis Maranhenses

Para compreender a beleza dos Lençóis Maranhenses é preciso estar lá. Parecem "imensos lençóis abandonados distraidamente pela cama". São dunas de areias branquíssimas que mudam de forma, altura e lugar, envolvidas pelo vento alísio que sopra do mar. Seria um grande deserto. Mas na região chove 300 vezes mais que no Saara e as águas que caem do céu fazem da terra um grande oásis natural. Incontáveis lagoas verdes e azuis entre gigantescas dunas de curvas sinuosas. À primeira vista, existe pouca vida nos Lençóis Maranhenses. Mas é só penetrar um pouco mais nos seus labirintos para descobrir uma cadeia de ciclos vitais que tornam, em nível biológico, um dos ecossistemas mais interessantes do Estado. Estudos iniciais revelam a predominância de uma rica fauna microscópica que cumpre papel fundamental na alimentação e reprodução de diversas espécies. Durante boa parte do ano, as lagoas de água doce do parque são ricas em peixes e camarões que migram para os rios e lagos, no período da seca. A fauna da região é composta por várias famílias de invertebrados, mamíferos, como raposas, veados, gatos maracajá, que vivem na vegetação do entorno, e animais ameaçados de extinção, como a tartaruga marinha gigante. Aves migratórias também utilizam as praias como ponto de apoio em suas viagens.

As dunas avançam até 50 Km da costa em direção ao continente. Os Lençóis se estendem por uma área de 155 mil hectares, desde o Golfão Maranhense até a foz do rio Preguiças e foram transformados em Parque Nacional em 1987. O clima é quente semi-úmido, no período de seca, que dura entre quatro e cinco meses, as lagoas se evaporam. Dentro dos limites do Parque, há apenas duas "ilhas" de vegetação, com características de restinga, onde existem dois pequenos povoados de famílias camponesas. Mesmo assim o Parque não está livre das ameaças de impacto ambiental. A caça e pesca predatória são os maiores problemas, afetando diretamente o ciclo de reprodução das espécies.

As dunas, que estão sempre em deslocamento, avançando sobre o mangue, assoreando rio e soterrando as poucas casas na mesma velocidade com que abrem espaços em outras áreas.

Caravanas de jipeiros se aventuram sobre a areia, mas é preciso procurar a ajuda de um guia, pois apenas os moradores da região conseguem andar pelas dunas sem se perder. Convém pedir a autorização para o Ibama, levar bússolas, roupas leves, pouca bagagem e muito protetor solar.

 

Reentrâncias Maranhenses

Situada no litoral ocidental do Estado entre a embocadura da Baía de São Marcos em Alcântara até a foz do rio Gurupi, as Reentrâncias Maranhenses, se estendem por 12 mil quilômetros quadrados e formam uma imensa região recortada por baías, enseadas, ilhas e manguezais. Foi transformada em Área de Proteção Ambiental em 1991 e também faz parte da Rede Hemisférica de Defesa das Aves Limícolas por ter importância fundamental para as aves migratórias. Atrações variadas são oferecidas para os turistas mais curiosos e com espírito de aventura, como passeios pela ilhas vizinhas do município de Alcântara, ou explorações marítimas mais ousadas, conhecendo ilhas, praias desertas e baías. A principal atração turística na região é a Ilha dos Lençóis, no litoral de Curupuru. Com uma beleza exótica o lugar oferece praias, dunas e lagoas cristalinas, é famosa por seus mistérios. Os quase 300 habitantes acreditam que lá vive um rei encantado conhecido por Dom Sebastião, que aparece nas noites de lua cheia, transformado em touro gigante. No dia em que um homem for corajoso o suficiente para feri-lo na estrela brilhante que ostenta na testa, o encantamento se desfaz e o rei e toda a corte dele surgirão com todo o esplendor. A Ilha também é conhecida como "Ilha dos Filhos da Lua". Ali viveu, durante muitos anos, a maior colônia de albinos do mundo.

 

Parcel de Manoel Luís

Um antigo pescador, chamado Manuel Luís, descobriu o lugar no final do século passado. No início da década de 90, deste século, a área foi transformada no primeiro Parque Estadual Marinho do Brasil e começou a ser estudada por pesquisadores. Lá estão sendo feitas pesquisas através de um convênio entre o Governo maranhense e a empresa Acqua Marinha. Equipamentos de alta tecnologia estão sendo utilizados para estudar a fauna e flora local, revelando outro tesouro escondido no fundo do mar: os mais de 200 navios que teriam naufragado no local, desde os tempos das caravelas. Por isso é considerado uma das sete maravilhas do mundo submarino. O Parcel de Manuel Luís, um conjunto de formações rochosas submersas, espalhado por uma área de 18 km de extensão por seis de largura, sendo considerado o maior banco de corais da América do Sul. Aviso aos mergulhadores novatos: devido as fortes correntezas, que no passado já afundaram centenas de navios na região, o mergulho só é recomendado para os profissionais experientes.

 

Carolina

Carolina recebeu o nome em homenagem à primeira imperatriz do Brasil. Foi uma cidade próspera no vale do Tocantins, mas começou a experimentar o declínio com a construção da Belém-Brasília, que passou a 100Km, criando outros pólos de desenvolvimento regional. Ficaram as belezas naturais. São dezenas de cachoeiras, entre elas a da Gruta de Pedra Caída , um espetáculo impressionante. A queda d’água tem mais de 50 metros e despenca entre imensos paredões de rochas formando um salão muito especial. O município fica a 850 Km de São Luís e concentra os maiores atrativos turísticos da região.

O Rio Farinha corta um solo rochoso e acidentado, dando origem a corredeiras e duas grandes cachoeiras, a da Prata e a de São Romão. Vale a pena visitar a Passagem Funda, pequena gruta que fica nas encostas de uma das serras. A caverna abriga morcegos e inspira lendas na população. A 35 KM de carolina fica a cachoeira da Pedra Caída. Chegando no lugar você se depara com paredes de pedra que alcançam até 50 metros de altura. É de lá que cai a água da cachoeira, formando um lago com cerca de 1,5 metro de profundidade, considerado afrodisíaco no imaginário local.

 

Baixada Maranhense

A Baixada Maranhense estende-se por 20 mil quilômetros quadrados, nos baixos cursos dos rios Mearim e Pindaré, e médios e baixos cursos dos rios Pericumã e Aurá, reunindo um dos mais belos conjuntos de lagos e lagoas naturais do Brasil. Apesar de ter sido transformada em Área de Proteção Ambiental pelo governo do Estado, em 1991, os desmatamentos e queimadas – para implantação de barragens e projetos de irrigação nas margens dos rios e criação extensiva de búfalos nos vales desses rios afetam seriamente o equilíbrio ambiental.

A Baixada ainda abriga o maior conjunto de bacias lacustres do Nordeste, onde se destacam os lagos Açú, Verde, Formoso, Carnaúba e Jatobá; extensos manguezais , babaçuais, campos inundados e matas de galeria, uma rica fauna e flora, com destaque para aves aquáticas e animais ameaçados de extinção como o peixe-boi marinho. O complexo de lagos da Baixada Maranhense constitui uma região ecológica de distinta importância no Estado e no Nordeste, não só como potencial hídrico, mas pelo papel sócio-econômico que representa para toda a população ribeirinha. No verão, somente no Lago Açú, são pescados até 15 toneladas de peixes por dia e no Lago de Viana a produção anual chega a 1000 toneladas. O Laboratório de Hidrobiologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) iniciaram estudos sobre a ecologia dos ecossistemas característicos da Baixada. O principal objetivo é produzir embasamento científico sobre a sustentabilidade das espécies, visando oferecer uma orientação segura para o planejamento do desenvolvimento regional.

 

Barreirinhas

 

3. Passeios no Ceará

Jericoacoara

O Parque Nacional de Jericoacoara situa-se nos municípios de Jijoca de Jericoacoara, Cruz e Camocim, no litoral oeste do estado do Ceará. Possui uma área total de 8.850 hectares. É uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, sendo que sua gestão é de responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O Parque Nacional de Jericoacoara protege ecossistemas muito frágeis, de forma que dentro de seus limites não é permitido a construção de estradas, a caça e a pesca predatória, ou qualquer tipo de poluição. Novas construções somente são permitidas dentro da área da Vila de Jericoacoara, mas devem obedecer a algumas restrições, tais como: manter o padrão arquitetônico existente, ocupar no máximo 50% do terreno e ter no máximo 2 andares, dentre outros.

O tráfego de veículos é permitido somente nas trilhas autorizadas, como a Trilha do Preá, a Trilha da Lagoa Grande e a Trilha do Mangue Seco/Guriú. Todas elas ligam as respectivas entradas do Parque à Vila de Jericoacoara. No Parque é proibido trafegar com veículos motorizados fora das trilhas ou sobre as dunas móveis. Também é proibida a circulação de veículos motorizados no morro conhecido como “Serrote” (onde encontra-se o farol instalado pela Marinha) e a Praia da Malhada.

 

Camocim

Camocim etimologicamente significa um grande pote de barro no qual tribos indígenas colocavam seus mortos: fato devido à de não ser cidade intermediaria e ter apenas uma entrada assim também como saída. Fazendo parte da Costa do Sol Poente, litoral oeste cearense, essa cidade apresenta um clima ameno com uma temperatura variando de 22° a 33°, dispõe de uma infra-estrutura digna a seus visitantes, e nela a natureza se revela surpreendente. Nas suas festas populares o carnaval é o principal destaque, seguido pelos festivais musicais e pela tradicional festa da lagosta.

Historicamente Camocim possui um dos portos mais antigos do Ceara e já chegou a ponto de alcançar 14 empresas de pescado, o que tornou a cidade uma das maiores exportadora de pargos do país. Atualmente abrigando um pólo de atividades econômicas e culturais, sua antiga estação ferroviária é o maior e mais importante patrimônio.

É que a natureza doou a Camocim? Bem, começamos por Tatajuba, uma impressionante região de dunas moveis que contornam as transitla águas da lagoa Grande, estendendo-se da linha da costa ate os tabuleiros. Essa praia com larga faixa de areia oferece banho tranqüilo em águas límpidas e calmas. Lá esta situada uma das dunas mais altas do litoral cearense, sendo protegida pela associação de moradores locais, onde é proibido o acesso de veículos no local. Dotada de uma impetuosidade dos ventos – o que levou a realização de uma regata anual de canoa – Tatajuba é um lugar virgem, na essência de seu estado natural, cujo acesso só é possível com a travessia em balsa do rio Guri. Sua hospedagem é feita nas casas modesta dos pescadores, mas acolhedoras, significando um turismo aventuroso que vale a pena.

Camocim ainda tem lago seco, que nas épocas chuvosas proporciona a todos visitantes, alem de uma paisagem impar e exuberante, um excelente local para a pratica de esportes náuticos, como o banana boat e o jet-ski. A praia de Maceió distancia a 15km da cidade, uma vila de pescadores com o mesmo nome, de lindos coqueirais, com casas de veraneios e uma extensa quantidade de areias batidas pelo mar. A praia do Xavier encantando por sua beleza e simplicidade, com um mar tranqüilo, areia clara, e com a presença de formações rochosas e dunas, podemos encontrar conchas em toda a sua extensão. A Barra dos Remédios, caracterizada pelo encontro do mar com o sangradouro do rio dos Remédios; que recebeu esse nome porque era usado principalmente para o transporte de medicamentos para a cidade de Barroquinha quando ainda era município de Camocim. Alem, claro, de possuir uma paisagem diferente do resto do litoral devido a sua grande extensão de mangue. E o laguinho da Torta, situado entre duas dunas brancas, cujos passeios de bugre diários possuem parada obrigatória em sua região.

Fontes Governos CE/PI/MA